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Gestante: atenção com o que come

By 18/04/2009 fevereiro 25th, 2019 No Comments

Cuidar da alimentação durante os nove meses da gravidez é essencial para a saúde da mulher e de seu bebê. E para que a gestante se sinta mais segura em relação ao que deve ou não ser ingerido diariamente, o ideal é buscar informações com um profissional que seja qualificado. Anália Barhouch, nutricionista da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida da Vivo-RS, dá algumas dicas preciosas às futuras mamães: “Evitar alimentos que contenham adoçantes, excesso de sal, frituras e alimentos gordurosos”.

Ela informa que a mulher deve priorizar sempre por uma refeição de qualidade e balanceada: carnes magras, leites e derivados, hortaliças, frutas, arroz ou massa (ou qualquer outro carboidrato), feijão ou outro grão, como lentilha. “Não há restrição calórica na dieta da gestante, porém não se pode pecar pelo excesso”, diz. Segundo Anália, o ideal seria que, durante os meses de gestação, a mãe atingisse um ganho de peso entre 9 e 12 quilos.

A profissional, que também pertence à equipe multidisciplinar do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, acredita que o aumento excessivo de peso pode trazer riscos para a mãe e para o bebê.

Outra dica: a gestante não deve abusar dos chocolates.

Muito chocolate na dieta da mulher não permite que o feto absorva todo o cálcio que necessita para seu desenvolvimento, destaca.

Anália também destaca que se deve ficar atenta para a necessidade adicional de nutrientes, vitaminas, minerais e de energia que o seu organismo vai solicitar neste período de gestação.

“Essas exigências extras devem ser supridas para o bom crescimento do bebê, da placenta e dos tecidos maternos”, complementa.

De acordo com a nutricionista, estudos mostram que as deficiências nutricionais das gestantes podem trazer sérios problemas tanto para o organismo da mulher como para o organismo do recém-nascido. “A gestante pode ficar anêmica, ganhar peso inadequadamente e ainda ter um parto prematuro”, argumenta. No bebê, as consequências de uma má alimentação da mãe podem ser ainda mais graves: redução de peso e estatura ao nascer, tendência a anemia e infecções, alterações no desenvolvimento motor e também alterações visuais, o que, a longo prazo, acaba repercutindo em um menor rendimento escolar.

Fonte: Correio do Povo
Data: 18/04/2009